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Autor Mensagem
 Assunto da Mensagem: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Quarta Nov 10, 2010 11:07 pm 

Registado: Quarta Nov 03, 2010 11:36 am
Mensagens: 35
Boa noite pessoal,
tive a reunir aqui alguma informação util para evoluir na orientação.
Já estudei um bocado este tipo de matéria e achei este texto porreiro para partilhar com eventuais interessados.
Fonte:internet


Orientação / Cartografia



Orientação



A Rosa-dos-ventos




Todo o praticante de TT deve saber orientar-se no campo.

O primeiro passo para o domínio das técnicas de orientação é o conhecimento da Rosa-dos-ventos.

A Rosa-dos-ventos é constituída por 4 Pontos Cardeais, 4 Pontos Colaterais e 8 Pontos Sub-Colaterais.





























O MOVIMENTO DO SOL

O sol nasce aproximadamente a Este e põe-se a Oeste, encontrando-se a Sul ao meio-dia solar. A hora legal (dos relógios) está adiantada em relação à hora solar: no Inverno está adiantada cerca de 36 minutos, enquanto que no verão a diferença passa para cerca de 1h36m.







PONTOS CARDEAIS

PONTO CARDEAL
OUTROS NOMES
AZIMUTE
DESCRIÇÃO

NORTE
Setentrião

Ponto fundamental a que se referem normalmente as direcções

SUL
Meridião; meio-dia
180º
Ao meio-dia solar o sol encontra-se a Sul do observador

ESTE
Leste; levante; oriente; nascente
90º
Direcção de onde nasce o sol

OESTE
Poente; ocidente; ocaso
270º
Direcção onde o sol se põe; também aparece como W ("West")


PONTOS COLATERAIS

NE
Nordeste
45º

SE
Sueste
135º

SO
Sudoeste
225º

NO
Noroeste
315º




PONTOS SUB-COLATERAIS

NNE
Nor-Nordeste
22,5º

ENE
Lés-Nordeste
67,5º

ESE
Lés-Sueste
112,5º

SSE
Su-Sueste
157,5º

SSO
Su-Sudoeste
202,5º

OSO
Oés-Sudoeste
247,5º

ONO
Oés-Noroeste
292,5º

NNO
Nor-Noroeste
337,5º






ORIENTAÇÃO PELO SOL COM O RELÓGIO


HEMISFÉRIO NORTE

Para o Hemisfério Norte (onde se encontra Portugal) o método a usar é o seguinte: mantendo o relógio na horizontal, com o mostrador para cima, procura-se uma posição em que o ponteiro das horas esteja na direcção do sol. A bissectriz do menor ângulo formado pelo ponteiro das horas e pela linha das 12h define a direcção Norte-Sul.










HORÁRIO DE VERÃO

No caso do horário de verão, em que o adiantamento do horário legal em relação ao horário solar é maior, deve-se dar o devido desconto. Há dois processos: o primeiro consiste em desviar um pouco (alguns graus) a linha Norte-Sul para a direita; o segundo processo resume-se a "atrasar" a hora do relógio de modo a se aproximar mais da hora solar.



No caso de o relógio ser digital, o problema resolve-se desenhando um relógio no chão, com um ramo ou mesmo com a vara., começando-se por desenhar primeiro o ponteiro das horas, que é o que deve ficar apontado para o sol (no Hemisfério Norte).









ORIENTAÇÃO PELO MÉTODO DA SOMBRA DA VARA

Este método não oferece uma precisão exacta, devendo ser aplicado ou de manhã ou de tarde. Para a vara, não é necessário que seja uma vara propriamente. De facto, este método permite que seja usado qualquer ramo, direito ou torto, ou até mesmo usar a sombra de um ramo de uma árvore, uma vez que apenas interessa a sombra da ponta do objecto que estamos a usar.

Assim, começa-se por marcar no chão, com uma pedra, uma estaca ou uma cruz, o local onde está a ponta da sombra da vara. Ao fim de algum tempo, a sombra moveu-se, e voltamos a marcar do mesmo modo a ponta da sombra da vara. Se unirmos as duas marcas, obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste.



O tempo que demora a obter um deslocamento da sombra (bastam alguns centímetros) depende também do comprimento da vara. Assim, uma vara de 1m de comprimento leva cerca de 15 min a proporcionar um deslocamento da sombra suficiente para se aplicar este método.









ORIENTAÇÃO PELO MÉTODO DAS SOMBRAS IGUAIS

Este método é muito mais preciso do que o anterior, mas é mais exigente na sua execução. A hora ideal para o aplicar é por volta do meio-dia solar e a vara a usar deve ficar completamente vertical e proporcionar pelo menos 30cm de sombra.





Começa-se por marcar, com uma pedra ou uma estaca, a ponta da sombra da vara. Com uma espia atada a uma estaca e a outra ponta atada à vara, desenha-se um arco cujo centro é a vara e raio igual ao comprimento da sombra inicial marcada, tal como na figura da esquerda.









Com o passar do tempo, a sombra vai-se encurtando e deslocando, mas a partir de certa altura volta a aumentar o seu comprimento e acaba por chegar até ao arco que foi desenhado no chão.



Marca-se então o local onde incide a ponta da sombra. Unindo as duas marcas, obtemos uma linha que define a direcção Este-Oeste, tal como na figura da esquerda. Uma vez que a vara está exactamente à mesma distância entre as duas marcas, é fácil traçar então a linha da direcção Sul-Norte.












Usando um ramo com ponta bifurcada, uma vara ou ramo e algumas pedras, monta-se um sistema como o da figura à esquerda.



As pedras ajudam a segurar a vara. Dependurando da ponta da vara um fio com uma pedra atada na ponta, obtém-se uma espécie de fio de prumo que garante assim termos uma linha exactamente vertical, tal como se exige neste método.

















ORIENTAÇÃO POR INDÍCIOS

O TTzista deve ainda saber orientar-se por indícios que pode encontrar no campo e nas aldeias.

CARACÓIS - encontram mais nos muros e paredes voltados para Leste e para Sul.

FORMIGAS - têm o formigueiro, especialmente as entradas, abrigadas dos ventos frios do Norte.

IGREJAS - as igrejas costumavam ser construídas com o Altar-Mor voltado para Este (nascente) e a porta principal para Oeste (Poente), o que já não acontece em todas as igrejas construídas recentemente.

CAMPANÁRIOS E TORRES - normalmente possuem no cimo um cata-vento, o qual possui uma cruzeta indicando os Pontos Cardeais.



CASCAS DAS ÁRVORES - a casca das árvores é mais rugosa e com mais fendas do lado que é batido pelas chuvas, ou seja, do lado Norte.

FOLHAS DE EUCALIPTO - torcem-se de modo a ficarem memos expostas ao sol, apresentando assim as «faces» viradas para Leste e Oeste.



MOINHOS - as portas dos moinhos portugueses ficam geralmente viradas para Sudoeste.

INCLINAÇÃO DAS ÁRVORES - se soubermos qual a direcção do vento dominante numa região, através da inclinação das árvores conseguimos determinar os pontos cardeais.

MUSGOS E COGUMELOS - desenvolvem-se mais facilmente em locais sombrios, ou seja, do lado Norte.

GIRASSÓIS - voltam a sua flor para Sul, em busca do sol.











ORIENTAÇÃO POR INFORMAÇÕES

Quando quiseres saber para que lados ficam os pontos cardeais, e onde haja pessoas (habitantes locais), podes sempre fazer algumas perguntas simples que qualquer pastor ou agricultor te saberá responder:

De que lado nasce o sol?

De que lado nasce a lua?

etc...



ORIENTAÇÃO PELA LUA
Tal como o sol, a Lua nasce a Leste, só que a hora a que nasce depende da sua fase.







A Fase da Lua depende da posição do sol. A parte da Lua que está iluminada indica a direcção onde se encontra o sol.











Para saber se a face iluminada da Lua está a crescer (a caminho da Lua Cheia), ou a minguar (a caminho da Lua Nova), basta seguir o dizer popular de que «a Lua é mentirosa». Assim, se a face iluminada parecer um «D» (de decrescer) então está a crescer. Se parecer um «C» (de crescer) então está a decrescer ou (minguar).





Quadro com a direcção da Lua em função da sua Fase e da Hora

HORA









12h
SE
E
NE
N
NO
O
SO
S

15h
S
SE
E
NE
N
NO
O
SO

18h
SO
S
SE
E
NE
N
NO
O

21h
O
SO
S
SE
E
NE
N
NO

24h
NO
O
SO
S
SE
E
NE
N

3h
N
NO
O
SO
S
SE
E
NE

6h
NE
N
NO
O
SO
S
SE
E

9h
E
NE
N
NO
O
SO
S
SE




ORIENTAÇÃO PELAS ESTRELAS

A orientação pelas estrelas é um dos métodos naturais mais antigos, em todas as civilizações. As constelações mais usadas para orientação, no Hemisfério Norte, são a Ursa Maior, Ursa Menor, Orion e a Cassiopeia.







A URSA MAIOR

A Ursa Maior é uma das constelações que mais facilmente se identifica no céu. Tem forma de uma caçarola, embora alguns povos antigos a identificassem como uma caravana no horizonte, bois atrelados, uma concha e mesmo um homem sem uma perna. O par de estrelas Merak e Dubhe formam as chamadas «Guardas», muito úteis para se localizar a Estrela Polar.

Curiosamente, existem duas estrelas (Mizar e Alcor) que se confundem com uma apenas, mas um bom observador consegue distingui-las a olho nú.







A URSA MENOR
A Ursa Menor, ligeiramente mais pequena que a Ursa Menor, é também mais difícil de identificar, principalmente com o céu ligeiramente nublado, uma vez que as suas estrelas são menos brilhantes. A sua forma é idêntica à da Ursa Maior. Na ponta da sua «cauda» fica a Estrela Polar, bastante mais brilhante que as outras estrelas, e fundamental para a orientação. Esta estrela tem este nome precisamente por indicar a direcção do Polo Norte.

As restantes constelações rodam aparentemente em torno da Estrela Polar, a qual se mantém fixa.



ORION ou ORIONTE

A constelação de Orion (ou Orionte) é apenas visível no Inverno, pois a partir de Abril desaparece a Oeste, mas é muito facilmente identificável. Diz a mitologia que Orion, o Grande Caçador, se vangloriava de poder matar qualquer animal. O terrível combate que travou com o Escorpião levou os deuses a separá-los. A constelação de Escorpião encontra-se realmente na região oposta da esfera celeste, daí nunca se conseguirem encontrar estas duas constelações ao mesmo tempo acima do horizonte.

A constelação de Orion parece, assim, um homem, sendo as estrelas Saiph e Rigel os pés. Ao meio aparecem 3 estrelas em linha recta, que se reconhecem imediatamente, dispostas obliquamente em relação ao horizonte. Este trio forma o Cinturão de Orion, do qual pende uma espada, constituída por outras 3 estrelas, dispostas na vertical.

Prolongando uma linha imaginária que passe pela estrela central do Cinturão de Orion, passando pelas 3 estrelas da «cabeça», vamos encontrar a Estrela Polar.





Se traçarmos uma linha imaginária que passe pelas duas «Guardas» da Ursa Maior, e a prolongarmos 5 vezes a distância entre elas, iremos encontrar a Estrela Polar. A figura ilustra este procedimento, e mostra também o sentido de rotação aparente das constelações em torno da Estrela Polar, a qual se mantém fixa.

Se prolongarmos uma linha imaginária passando pela primeira estrela da cauda da Ursa Maior (a estrela Megrez) e pela Estrela Polar, numa distância igual, iremos encontrar a constelação da Cassiopeia, em forma de «M» ou «W», a qual é facilmente identificável no céu. Assim, a Cassiopeia e a Ursa Maior estão sempre em simetria em relação à Estrela Polar.

Para obter o Norte, para nos orientarmos de noite, basta descobrir a Estrela Polar. Se a «deixarmos cair» até ao horizonte, é nessa direcção que fica o Norte.





















AZIMUTES



A BÚSSOLA

Componentes de uma Bússola


Uma bússola com bolhas de ar é uma bússola defeituosa!


A bússola é um instrumento milenar, utilizado pelos antigos marinheiros chineses, que pela sua simplicidade acabou por conquistar e tornar-se um equipamento utilizado em todo o mundo.
O seu princípio é bem simples: uma agulha magnetizada, com livre movimentação em seu eixo, é atraída pelo campo magnético da Terra. O pólo magnético norte da Terra atrai o norte da agulha, e o pólo magnético sul da Terra atrai o pólo sul da agulha. Tanto que nas regiões polares da Terra, no árctico e na Antártida, a agulha aponta literalmente para baixo.

A localização dos pólos magnéticos e geográficos não se localizam no mesmo lugar. O pólo geográfico localiza-se no eixo de rotação da Terra, e é 'fixo', ou seja, localiza-se no mesmo local sempre. O pólo magnético é relativamente distante do pólo geográfico, e tem sua localização variável. O pólo magnético muda constantemente de local.

Para fins de navegação, é fundamental saber o quanto os pólos estão separados, em graus. A distância em quilómetros pouco interessa, porém saber a diferença angular, ou seja a quantos graus o pólo norte magnético está do pólo geográfico é imprescindível para poder fazer uma correlação entre o mundo real (os rios, as montanhas e as trilhas...) e o mundo graficamente representado (as cartas geográficas ou GPS), utilizando a nossa bússola como referência. A essa distância em graus (que é necessária para se fazer a correcção do Norte apontado pela bússola e assim encontrar o norte verdadeiro) chamamos de declinação magnética.

Ou seja, em 25 anos (2001 - 1976) houve uma declinação de 3º 45' (9' X 25 anos), que somada à declinação já existente nos dá 20º 15' de declinação actual (16º 30' + 3º 45'). Como esse valor é positivo, soma-se ao norte encontrado pela bússola (0 º) e assim encontramos o Norte verdadeiro. Para facilitar a navegação, pode-se arredondar para 20º.

Para se utilizar essa informação, posicionamos o mapa com sua quadrícula apontando para o valor obtido (20º), e não para o norte magnético. Alinhando o mapa com o Norte Geográfico obtido, você pode decidir qual rumo tomar com exactidão, e tendo certeza que sua bússola apontará para o local que você decidiu.

É recomendada a utilização de bússolas, onde a agulha é montada numa peça de acrílico transparente, parecido com uma régua, e existe uma linha guia (linha de fé) para melhor sincronizar o mapa e a bússola.

Entretanto, com prática, qualquer modelo é adequado para esse procedimento.

Somente não é recomendado improvisar uma, com agulha e rolha... excepto em emergências.

As bússolas têm sua graduação que vai de 0 a 360 graus, sendo Norte (N) 0 ou 360, o Este (E) 90, o Oeste (W) 270 e o Sul (S) 180 graus. As subdivisões irão variar de modelo para modelo, sendo o mais comum de 2 em 2 graus. Outras graduações utilizadas (como a militar, por exemplo) não serão utilizadas para fim de orientação.



MODO DE SEGURAR NUMA BÚSSOLA
Ao usares a bússola, deves sempre colocá-la o mais na horizontal possível. Se fizeres leituras com a bússola inclinada estarás a cometer erros.

O polegar deve estar correctamente encaixado na respectiva argola, com o indicador dobrado debaixo da bússola, suportando-a numa posição nivelada.











DISTÂNCIAS MÍNIMAS DE UTILIZAÇÃO DA BÚSSOLA

Ao decorrer de sua caminhada, resolve tirar a sua bússola para uma leitura e depara-se com uma indicação estranha ou o ponteiro da bússola meio “maluco”.

Repare que por a bússola ser um aparelho que seu funcionamento depende da atracção magnética gerada pela Terra nos seus pólos ela também irá aceitar outros tipos de atracções magnéticas, geradas por corpos metálicos ou geradores independentes de energia, afinal de contas a bússola não é inteligente a ponto de distinguir o que é atracção magnética proveniente da Terra e o que não é!!!

Assim repare e respeite as distâncias mencionadas abaixo:

Para que não haja interferência na leitura, você terá que se distanciar aproximadamente:



OBJECTO
DISTÂNCIA

linhas de alta tensão
60 m

camião
20 m

fios telefónicos
10 m

arame farpado
10 m

carro
10 m

machado
1,5 m

tacho
1 m








O QUE É UM AZIMUTE
Um azimute é uma direcção definida em graus, variando de 0º a 360º. Existem outros sistemas de medida de azimutes, tais como o milésimo e o grado, mas o mais usado é o Grau. A direcção de 0º graus corresponde ao Norte, e aumenta no sentido directo dos ponteiros do relógio.



Exemplo de um azimute de 60º





Há 3 tipos de azimutes a considerar:

Azimute Magnético: quando medido a partir do Norte Magnético (indicado pela bússola);

Azimute Geográfico: quando medido a partir do Norte Geográfico (direcção do Polo Norte)

Azimute Cartográfico: quando medido a partir do Norte Cartográfico (direcção das linhas verticais das quadrículas na carta).



COMO DETERMINAR O AZIMUTE MAGNÉTICO DE UM ALVO
Querendo-se determinar o azimute magnético de um alvo usando uma bússola há que, primeiro, alinhar a fenda de pontaria com a linha de pontaria e com o alvo. Depois deste alinhamento, espreita-se pela ocular para o mostrador e lê-se a medida junto ao ponto de referência.

Todo este processo deve ser feito sem deslocar a bússola, porque assim alteraria a medida. O polegar deve estar correctamente encaixado na respectiva argola, com o indicador dobrado debaixo da bússola, suportando-a numa posição nivelada.



COMO APONTAR UM AZIMUTE MAGNÉTICO

Querendo apontar um azimute magnético no terreno, para se seguir um percurso nessa direcção, por exemplo, começa-se por rodar a bússola, constantemente nivelada, de modo a que o ponto de referência coincida com o azimute pretendido. Isto é feito mirando através da ocular para o mostrador. Uma vez que o ponto de referência esteja no azimute, espreita-se pela fenda de pontaria e pela linha de pontaria, fazendo coincidir as duas, e procura-se ao longe, um ponto do terreno que possa servir de referência. Caso não haja um bom ponto de referência no terreno, pode-se usar uma vara de um qualquer elemento que entretanto se deslocou para a frente do azimute e se colocou na sua direcção.





O AZIMUTE INVERSO
O Azimute Inverso é o azimute de direcção oposta.

Por exemplo, o Azimute Inverso de 90º (Este) é o de 270º (Oeste).

Para o calcular basta somar ou subtrair 180º ao azimute em causa, consoante este é, respectivamente, menor ou maior do que 180º.







EXEMPLO DOS CÁLCULOS PARA CALCULAR O AZIMUTE INVERSO DE 65º E DE 310º

Azimute
Operação
Azimute Inverso

65º
como é inferior a 180º deve-se somar 180º
65º + 180º = 245º

310º
como é superior a 180º deve-se subtrair 180º
310º - 180º = 130º






COMO MARCAR UM AZIMUTE NUMA CARTA

Para marcar um azimute numa carta, basta usares um transferidor. Coloca-se a base do transferidor (linha 0º - 180º) paralela às linhas verticais das quadrículas da carta e o ponto de referência sobre o ponto a partir do qual pretendemos traçar o azimute. De seguida faz-se uma marca na carta mesmo junto ao ponto de graduação do transferidor correspondente ao ângulo do azimute que pretendemos traçar. Por fim, traçamos uma linha a unir o nosso ponto de partida e a marca do azimute.

Exemplo para marcar um azimute de 55º a partir de uma Igreja





A Igreja, a partir da qual se pretende marcar um azimute de 55º


O transferidor alinhado com as linhas verticais das quadrículas, e com o ponto de referência sobre a igreja.


O azimute de 55º traçado a partir da Igreja e passando pela marca correspondente aos 55º graus.






MÉTODO DA TRIANGULAÇÃO PARA DETERMINAR A NOSSA POSIÇÃO NUMA CARTA

Este método permite-nos localizar, com bastante precisão, a nossa posição numa carta.






Segue-se um exemplo de como utilizar este método. Começa-se por identificar, no terreno e na carta, dois pontos à vista. Neste caso escolheu-se um marco geodésico e um cruzamento, pois ambos estão à vista do observador e são facilmente identificáveis na carta através dos seus símbolos.

De seguida, com a bússola determinam-se os azimutes dos dois pontos, 340º e 30º, respectivamente para o marco geodésico e para o cruzamento.






Conhecidos os azimutes, passamos a calcular os azimutes inversos respectivos: 160º é o azimute inverso de 340º e 210º o de 30º.

Na carta, e com o auxílio de um transferidor, traçam-se os azimutes inversos a partir de cada um dos pontos (160º para o marco geodésico e 210º para o cruzamento).

O ponto onde as linhas dos dois azimutes inversos se cruzam corresponde à nossa localização.















MÉTODO DA TRIANGULAÇÃO PARA IDENTIFICAR UM PONTO DO TERRENO NA CARTA
Este método permite-nos, com bastante precisão, identificar um determinado ponto do terreno à nossa frente na carta.

O seguinte exemplo usa a mesma localização que o anterior. Desta vez, pretende-se localizar na carta o ponto onde está a vara.





É preciso que o individuo vá até aos dois pontos com uma bússola e meça os azimutes desses pontos para a vara. Depois disso, não é preciso calcular os azimutes inversos, porque basta usar os mesmos azimutes para traçar as linhas na carta e obter os pontos (tal como na figura do exemplo anterior).

















SEGUIR AZIMUTES EM LONGOS PERCURSOS

Quando pretendes seguir uma determinada direcção (azimute) durante um longo percurso, eis uma técnica simples para que mantenhas a direcção correcta ao avançares no terreno.



Tal como na figura, o individuo A, que possui a bússola, começa por visualizar o azimute pretendido, enquanto que os outros dois individuos, mais longe, tentam alinhar as suas varas com o azimute. O elemento A tem de lhes dar as indicações necessárias (esquerda ou direita) para eles se moverem e ficarem alinhados.

A seguir, o elemento A caminha até ao B, e coloca-se exactamente no sítio da vara. O elemento B parte levando a sua vara, passa pelo elemento C e vai-se colocando mais longe ainda, seguindo as ordens do elemento A de maneira a se alinhar com o azimute.





O elemento A avança até ao C e coloca-se também no lugar da vara, sendo agora a vez do elemento C partir e ir-se colocar para lá do elemento B. Este processo repete-se sempre, até chegar ao fim do percurso. Quanto mais complicada for a natureza do terreno, mais curtas devem ser as distâncias entre os 3 elementos. No caso de ser no meio de mato denso, como por exemplo uma mata de acácias, torna-se necessário encurtar as distâncias para menos de 10 metros.





Técnicas para leitura e uso de um Mapa / Carta



Noção das Escalas e Distâncias

Toda representação, como toda imagem, está em uma certa relação de tamanho (proporção) com o objecto representado. Assim, a representação da superfície terrestre sob a forma de carta deve ser bastante reduzida, dentro de determinada proporção. Esta proporção é chamada de escala.

Escala é, portanto, a relação entre o tamanho dos elementos representados em um mapa e o tamanho correspondente medido sobre a superfície da Terra. Ou ainda, Escala vem a ser a relação entre a distância de dois pontos quaisquer do mapa com a correspondente distância na superfície da terra.

E = d/D

Onde:

E = Escala numérica

d = distância medida no mapa

D = Distância equivalente no terreno



Exemplo:

Representação de uma distância em diferentes escalas;







Generalização

Generalização significa distinguir entre o essencial e o não essencial, conservando-se o útil e abandonando-se o dispensável. Qualidade imprescindível na representação cartográfica, pois dela dependerá a simplicidade, clareza e objectividade do mapa, através da selecção correcta dos elementos que o irão compor. Isso não significa eliminar detalhes, mas omitir detalhes sem valor.

Evidentemente, a generalização tem relação directa com a escolha adequada da escala. Segundo DEETZ (1949: 130):

“O cartógrafo que sabe generalizar correctamente justifica melhor a escolha duma escala menor do que o que, por falta de habilidade, procura geralmente apresentar demasiados detalhes pelo receio de omitir algum que seja essencial.”



Indicação de Escala

A escala é uma informação que deve constar da carta e pode ser representada, geralmente, pela escala numérica e/ou escala gráfica.

Escala Numérica ou Fraccionária

As escalas numéricas ou fraccionárias figuram-se por fracções, cujos denominadores representam as dimensões naturais e os numeradores as que lhes correspondem no mapa. É indicada da seguinte forma: 1:25.000 ou 1/25.000. Esta escala indica que uma unidade de medida no mapa a equivale a 20.000 unidades da mesma medida sobre o terreno. Assim 1cm no mapa corresponde a 25.000cm no terreno, ou seja, 1cm no mapa representa 250m do terreno.

Um mapa será tanto maior quanto menor for o denominador da escala. Assim, a escala 1:25.000 é maior que 1:50.000.

Escala Gráfica

A escala gráfica é um segmento de recta dividido de modo a permitir a medida de distância na carta. Assim, por exemplo, a escala indica qual à distância, na carta equivalente a 1 km. Este tipo de escala permite visualizar, de modo facilmente apreensível as dimensões dos objectos figurados na carta. O uso da escala gráfica tem vantagem sobre o de outros tipos, pois será reduzida ou ampliada juntamente com a carta, através de métodos xerográficos e fotográficos, podendo-se sempre saber a escala do documento com o qual se está trabalhando.








Como medir Distâncias

A noção do espaço percorrido ou a percorrer pelos individuos durante a realização do percurso‚ também é importante para o seu sucesso. Assim o TTzista deverá saber relacionar o espaço representado no mapa e a sua correspondência no terreno. A noção dos espaços percorridos desenvolve-se com a prática e é possível de ser melhorada através da contagem de passos que estando aferidos dão uma informação sobre o espaço percorrido.

Para se medir distâncias entre dois pontos, numa linha recta, em um mapa com escala gráfica, deve-se utilizar uma tira de papel, na qual são marcados os dois pontos (A e B) e depois transportá-los para a escala.

Para se medir linhas curvas, de modo simples, pode-se usar o sistema de traçados sucessivos de cordas, cuja medição final será a soma das mesmas, considerada como uma soma de linhas rectas. Esse método é conveniente para traçados de curvas suaves, como estradas e rios meandrantes. Cabe ressaltar que ambos os métodos apresentam como resultado distância aproximada, não podendo ser considerado um método preciso.

No caso de torrentes, de caminhos e estradas em serras íngremes, deve ser utilizado o curvímetro.









Informações de Legenda

A legenda é à parte de um mapa que possui todos os símbolos e cores convencionais e suas respectivas explicações, sendo esta encimada pelo termo "convenção". Nos mapas militares, as informações sobre a correspondência dos símbolos, encontra-se descrita na parte inferior dos mesmos



Diagrama de orientação

A maioria dos mapas de série apresentam informações de direcção, referenciadas ao:

1. Norte verdadeiro ou geográfico

2. Norte magnético

3. Norte cartográfico



O ângulo formado pela direcção do norte magnético com a do norte verdadeiro, tendo como vértice um ponto qualquer do terreno, é chamado de declinação magnética.

O ângulo formado pela direcção do norte cartográfico com a do norte verdadeiro, tendo como vértice um ponto qualquer do terreno, é chamado convergência meridiana.

Tanto a convergência meridiana como a declinação magnética, variam de ponto para ponto, sobre a superfície terrestre.



Curvas de nível
Permite representar de modo exacto as formas geométricas, como é ainda suficientemente sugestivo para permitir imaginar o movimento do terreno.

Supõe-se a superfície do terreno cortada por planos horizontais equidistantes, projectando-se essas curvas de intersecção num plano horizontal de referência. As curvas obtidas, representando a projecção dos pontos do terreno com a mesma cota ou nível, chamam-se curvas de nível.

O terreno ficará tanto mais bem definido, quanto menor for a distância entre os diferentes planos horizontais e portanto essa distância dependerá da precisão que se procura obter, mas no entanto, ela não deve ser tão pequena, que as curvas de nível obtidas por muito numerosas, sobrecarreguem o desenho e tornem difícil a leitura da carta, nem tão grande que as curvas de nível sejam insuficientes, para representar o relevo com a precisão conveniente.

A distância contada na vertical entre dois planos secantes consecutivos – planos de nível -, é designada por equidistância natural e representa-se pela letra E.

A equidistância natural reduzida à escala da carta, designa-se por equidistância gráfica, representa-se pela letra “e”, logo:

E = e.m ou e = E/m

As curvas de nível são representadas por linhas castanhas, aqui existem dois tipos de linhas umas mais grossas que distam entre si 50 metros e as mais finas 10 metros.

A equidistância mais habitual é de 10 metros, o que quer dizer que entre duas curvas seguidas temos um desnível de 10 metros.





Localização e Orientação do Mapa Através dos Pontos de ReferÊncia

Quando se tem acesso a um mapa devemos em primeiro lugar saber que espaço este representa, após isso, deveremos tentar indicar no mapa a nossa localização. Para tal o treinador deverá dar indicações sobre os pontos de referência (elementos característicos) do local em que se encontra e a sua representação no mapa. Após localizar com precisão o local em que se encontra o individuo deverá orientar o mapa de acordo com a disposição no espaço dos pontos de referência. Deveremos procurar transmitir ao individuo a sensação de estar dentro do mapa no local indicado.





Dobrar o Mapa

A possibilidade de manuseamento do mapa ao longo de todo o percurso facilita a sua leitura.

Normalmente o percurso indicado no mapa é muito menor que o mapa, havendo áreas de informação marginal que não são determinantes para a correcta leitura do mapa.

Salvaguardando as situações iniciais de aprendizagem em que poderemos necessitar de recorrer permanentemente à legenda do mapa, devemos dobrar o mapa de forma a reduzir o seu tamanho à área útil com um tamanho aproximado de 15 cm.



Regra do Polegar

Quando agarramos o mapa o dedo polegar opõe-se aos restantes, pelo que ao ser colocado no local em que nos localizamos indica-nos a nossa localização.

Sempre que nós deslocar-mos o dedo, este deve acompanhar no mapa os movimentos efectuados.

Esta regra quando bem executada permite indicar sempre com precisão e rapidez o local em que se encontra, uma vez que restringe a zona do mapa a consultar às imediações do local onde está colocado o dedo.



Manter o Mapa Permanentemente Orientado

A aquisição desta etapa é de importância capital para o desenvolvimento das capacidades e conhecimentos de orientação, pois dela depende a capacidade de realizar os percursos de forma correcta e com sucesso. Assim deveremos deixar bem clara a necessidade de manter o mapa permanentemente orientado, quer através das indicações dadas aos elementos que vão usar o mapa quer através das situações de aprendizagem propostas.

_________________
"More than just a Jeep it's a way of life"


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 Assunto da Mensagem: Re: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Quinta Nov 11, 2010 12:02 am 

Registado: Sexta Nov 28, 2008 10:37 pm
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Grande testamento e de grande utilidade , obrigado pela partilha .

Eu utilizo mais a orientação por computador ,mais pratico :lol: :lol:

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 Assunto da Mensagem: Re: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Quinta Nov 11, 2010 1:58 pm 

Registado: Quinta Dez 04, 2008 11:18 pm
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muito interessante este capitulo, abraços.


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 Assunto da Mensagem: Re: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Quinta Nov 11, 2010 8:33 pm 

Registado: Quarta Nov 03, 2010 11:36 am
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Obrigado
o objectivo é todos juntos tentarmos melhorar o "nosso" forum.
Abraço

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 Assunto da Mensagem: Re: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Quinta Dez 02, 2010 8:36 am 

Registado: Quinta Dez 04, 2008 9:09 pm
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Muito bom mesmo .... agora temos de pôr em pratica esses conhecimentos ... amadurecer a ideia e para o ano organizar uma brincadeira com azimutes, orientação, etc .... é um desafio para todos .. que dizem ? ;)


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 Assunto da Mensagem: Re: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Quinta Dez 02, 2010 6:47 pm 

Registado: Sexta Nov 28, 2008 10:37 pm
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Nem mais, pro ano vamos ter de por isto em pratica ;)

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 Assunto da Mensagem: Re: Provas de Orientação
MensagemEnviado: Segunda Dez 06, 2010 10:43 pm 

Registado: Quarta Nov 03, 2010 11:36 am
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Vou ficar á espera.
Abraço

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